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A saída do técnico do Flamengo após dar uma coletiva projetando a sequência de trabalho é mais do que amadorismo na potência máxima. É crueldade; é exposição de um profissional vitorioso que somava conquistas de Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores.
Luiz Eduardo Baptista tomou uma decisão autocrática, equivocada e distante de todos os parâmetros que supostamente guiam suas ações no comando do clube. No início do terceiro mês do ano, depois de uma quebra no planejamento original e baseado em duas derrotas pontuais decidindo títulos de menor expressão, Bap rasga qualquer manual de profissionalização para entregar uma cabeça a uma torcida incomodada.
Assim como foi, parece que o elenco contribuiu para a derrubada do treinador. O Flamengo, obra e graça do seu mandatário desfazendo a própria cartilha, vai para a decisão do Carioca sem técnico ou, no máximo, com um recém-chegado.
Leonardo Jardim pode ser confirmado a qualquer momento, mas já entra sabendo que vai trabalhar em um clube onde pode ser demitido depois de dar entrevista projetando o próximo jogo. No Flamengo bilionário de 2026, seu presidente acaba de agir como se dirigisse um time que joga futebol de areia aos sábados no Posto 6, em Copacabana.
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